Ninguém manda cartas sem envelopar. Não por uma questão de paranóia, trata-se do exercício de um direito assegurado pela Constituição: o 5º artigo do inciso X garante a inviolabilidade da intimidade e a vida privada das pessoas, o inciso XII garante a inviolabilidade do sigilo da correspondência salvo por ordem judicial para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.
Hoje as cartas ficaram para trás, usamos o e-mail. Como garantir segurança e privacidade nos meios eletrônicos? Criptografia.
A criptografia não só impede a leitura desautorizada de dados como também permite garantir a identidade do remetente de uma mensagem de uma forma muito mais eficiente que uma assinatura feita a mão. Garante-se o sigilo e impede-se que alguém se apodere da identidade de outra pessoa e passe a agir no nome dela.
No Brasil e no mundo existem serviços privados que garantem a identidade e criptografam dados, mas há um problema: o custo.
Há uma solução segura, gratuita, descentralizada e eficiente: o padrão aberto de criptografia chamado OpenPGP. O problema? Existe pouca divulgação e documentação fácil de entender.
O Cripto.info tem como objetivo oferecer gratuitamente ao usuário toda a informação que ele precisa para aprender a usar o sistema e assegurar seu direito constitucional ao sigilo da correspondência e a privacidade, além de garantir sua identidade perante terceiros.
Nicolás Laufer com a colaboração de Eduardo Dobay
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